Câmara aprova orçamento impositivo, versão municipal das emendas parlamentares, em sessão ordinária de 3 de outubro
Últimas atualizações sobre os acontecimentos do nosso município.
04 de outubro de 2022
A primeira sessão ordinária do mês de outubro (03/10) na Câmara de Botucatu contava com dois projetos de autoria de vereadores da Casa em pauta. A noite terminou com uma aprovação e um pedido de vista.
Em segunda discussão e votação após ter sido aprovada em primeira rodada na sessão de 19 de setembro, a proposta de emenda à Lei Orgânica do Município 2/2022 voltou ao plenário para debater a instituição do orçamento impositivo na cidade, que é basicamente uma versão municipal das emendas parlamentares. A autoria da proposta é dos vereadores Marcelo Sleiman (União), Palhinha (União), Lelo Pagani (PSDB), Silvio (Republicanos), Alessandra Lucchesi (PSDB) e Erika da Liga do Bem (Republicanos).
O vereador Abelardo foi crítico à ideia em tribuna, indo contra “tirar o dinheiro do Prefeito”, apesar de falar que a área da saúde poderia se beneficiar se fosse destinatária desta parte do orçamento. Ele sugeriu que a proposta fosse adiada para ser debatida com a população. “O projeto não é para agora, não tem pressa aprovar um projeto desses”.
Nenhum outro vereador se inscreveu para falar sobre a proposta – muitos deles já haviam explicado a matéria na sessão do último dia 19, com detalhes que inclusive podem ser encontrados aqui. Assim, o resultado foi a aprovação do acréscimo do artigo 111-A na Lei Orgânica do Município, com o voto contrário do vereador Abelardo.
Em seguida, após uma suspensão dos trabalhos para análise de uma emenda que chegou pouco tempo antes da realização da sessão ordinária, foi a vez da proposta de resolução 3/2022. De iniciativa dos vereadores Lelo Pagani, Alessandra Lucchesi e Marcelo Sleiman, ela pretende alterar dispositivos do Regimento Interno da Câmara.
A vereadora Rose Ielo (PDT) usou a palavra para falar sobre o assunto, listando as mudanças com as quais ela concordava ou discordava. Ela afirmou ser contra alterar o disposto nos artigos 40 (que fala sobre o quórum necessário para cada tipo de matéria em votação), 210 (que diminuiria o tempo de fala do vereador na Ordem do Dia de 15 para 10 minutos) e 141, (que traz as regras da explicação pessoal). Ela disse que pediria para que essas mudanças fossem votadas em separado, justificando também a apresentação de uma emenda que propunha justamente definições diferentes para a explicação pessoal.
No entanto, tanto o projeto quanto suas emendas não chegaram à votação, pois o vereador Abelardo pediu vistas da matéria. Na próxima sessão ordinária, portanto, ela volta à pauta pela quarta vez.
Explicação pessoal: ao final da sessão, o vereador Abelardo fez uso de uma explicação pessoal para dizer que foi “impedido de pedir vistas da proposta de emenda à Lei Orgânica do Município”, pois o presidente da Câmara, vereador Palhinha, diante da falta de inscritos, já havia encerrado a discussão antes dele chegar à sua bancada. O momento citado havia gerado atrito entre ambos.
Notícias Relacionadas
Abelardo cobra solução para vazamento da Sabesp na Avenida Júlio Vaz de Carvalho
21 de julho de 2011
Professor Nenê discute aluguel de prédios, pavimentação asfáltica e melhorias em praça
21 de julho de 2011