Notícias

Ouvir a Notícia


Selo Empresa Amiga da Mulher e outros dois projetos são aprovados em plenária de 30 de maio

Sessão ordinária 30/05

Imagem de 46059b08-b122-47c1-9984-cfe64e2fe54e

A noite de 30 de maio na Câmara de Botucatu teve direito à sessão ordinária e extraordinária, que terminaram com três aprovações e dois pedidos de vista resultantes de bastante debate plenário.

A primeira aprovação da Ordem do Dia foi para o projeto de lei 16/2022, de iniciativa do prefeito, que altera o artigo 4º da lei que dispõe sobre o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSAN). Como a vereadora Alessandra Lucchesi (PSDB) explicou em tribuna, o PL mudou a composição das cadeiras da sociedade civil e do poder público no conselho e incluiu representante da Secretaria Municipal de Governo entre seus membros. Assim como o projeto, uma mensagem a ele também foi aprovada.

Em seguida, de volta à pauta após pedido de vista do vereador Abelardo (Republicanos), estava o projeto de lei 34/2022. De autoria da vereadora Cláudia Gabriel (União), ele institui o Selo “Empresa Amiga da Mulher” às empresas que cumprirem metas de valorização a plena vivência da mulher no ambiente de trabalho. Para merecerem o Selo, as empresas devem cumprir pelo menos um desses itens:

I – Igualdade de oportunidades, assegurando planos de carreira transparentes e oferecendo oportunidades equivalentes, inclusive salariais, entre homens e mulheres;

II – Igualdade de gêneros, com medidas de apoio, como oferecimento de fraldário masculino e feminino, creche ou auxílio-creche, licença-paternidade por período superior ao estipulado por legislação, etc;

III – Eliminação da discriminação, por meio de boas práticas de prevenção ao machismo e assédio sexual ou moral no ambiente de trabalho;

IV – Vagas de emprego e geração de renda voltadas a mulheres em situação de violência doméstica e familiar que possuam medidas protetivas e acompanhadas pelo Centro de Referência da Mulher.

Na discussão, o vereador Abelardo falou de uma emenda apresentada por ele, mas que foi considerada inconstitucional pela procuradoria da Casa. “Segundo a emenda, a empresa deveria cumprir pelo menos três itens da legislação e o Poder Executivo deveria regulamentar a lei. Foi considerada inconstitucional por essa segunda parte”, disse.

Depois, a vereadora Alessandra Lucchesi relatou o processo de construção do projeto, elogiando o esforço em ouvir mulheres que contribuíram para ele. Em um aparte, a vereadora Cláudia Gabriel agradeceu o apoio. Ela já havia se manifestado em tribuna na semana passada, dizendo que “é um projeto que valoriza locais que oferecem emprego a vítimas de violência doméstica, resultado de um trabalho em conjunto de muitas pessoas que lutam pela causa e pelo empoderamento e emancipação da mulher”

A vereadora Rose Ielo (PDT) discursou em seguida. Ela focou sua fala em uma emenda modificativa que apresentou durante a sessão. Ela sugeria que a empresa deveria cumprir pelo menos dois itens da legislação e caberia à Câmara entregar o Selo às empresas. Já o vereador Palhinha (União) finalizou abordando como se deu o debate do projeto e “a falta de sensibilidade e diálogo por parte de certas pessoas, que prejudicam os entendimentos e os andamentos das iniciativas dos colegas”.

Enquanto o PL 34/2022 foi aprovado por unanimidade, a emenda da vereadora Rose Ielo foi rejeitada.

Aprovação da extraordinária. A noite se encerrou com a aprovação do projeto de lei 29/2022. Do prefeito, ele alterou lei de 2009 que autoriza a Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos do Município a não ajuizar ações ou execuções fiscais de débitos de pequeno valor, de natureza tributária e não tributária. Basicamente, o PL atualiza o valor mínimo destas ações por motivos de economicidade, como explicado pelo vereador Lelo Pagani (PSDB), líder do governo, em tribuna.

 

 

Pedidos de vista da noite

A Ordem do Dia tratou ainda dois assuntos que passaram recentemente por audiências públicas: os projetos de lei 8/2022 e 10/2022, que tratam, respectivamente, da regulamentação do zoneamento, uso e ocupação do solo do município; e da criação e regulamentação do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano e da regulamentação dos Instrumentos do Estatuto da Cidade - Outorga Onerosa do Direito de Construir e Operações Urbanas Consorciadas. Ambos os PLs são de autoria do Poder Executivo.

Quem começou os debates sobre o zoneamento foi o vereador Lelo Pagani. Em sua fala, destacou os quatro meses de discussão, reuniões e audiências públicas que foram realizadas para entender toda a proposta. Agradeceu aos envolvidos no processo e se disse tranquilo para fazer a votação após todo o tempo de debate, estudo e construção conjunta.

Em seguida, discursou a vereadora Rose Ielo. Ela ressaltou que as discussões sobre o PL se deram no Legislativo, enquanto o Executivo não fez o mesmo. “E é uma discussão importante, pois as mudanças impactam diretamente os moradores de cada zona, cada área”. Alegando que pessoas a procuraram, pois não tomaram conhecimento das alterações e do projeto (afirmação que causou certa indignação geral do plenário), acabou pedindo vistas da matéria.

A vereadora pediu vistas também do PL 10/2022. Antes, em tribuna, se perguntou sobre a necessidade de aprovar o projeto que cria um novo imposto, a outorga onerosa, com a justificativa de que “o cobertor é curto”.

Vale explicar que, segundo o Poder Executivo, enquanto a outorga onerosa trabalha por um crescimento equilibrado na cidade e pela recuperação de parte do investimento público por meio de uma contrapartida da iniciativa privada, a operação urbana consorciada possibilita que poder público e agentes privados atuem juntos para alcançar transformações urbanísticas estruturais.

Com os pedidos de vista, os projetos voltam ao plenário na semana que vem.


Publicado em: 31 de maio de 2022

Publicado por: Equipe de Comunicação

Cadastre-se e receba notícias em seu email

Categoria: Notícias da Câmara

Outras Notícias

Fique por dentro

Em 2026, a Câmara de Botucatu reafirma seu compromisso com as políticas públicas que impactam diretamente a vida da população. Na última segunda-feira (05/01), o vereador Zé Fernandes (PSDB), relator da Comissão de Orçamento, representou o Legisla...
A Câmara Municipal de Botucatu realizou, nesta segunda-feira, 29 de dezembro, uma sessão extraordinária para analisar um projeto de autoria do Poder Executivo. Na ocasião, os vereadores aprovaram por unanimidade ajustes nas leis orçamentárias do m...
Na próxima segunda-feira, 29 de dezembro, a Câmara de Botucatu realiza a 29ª sessão extraordinária. A plenária está marcada para as 10h, pois mesmo durante o recesso parlamentar o trabalho continua e nesse período podem ser convocadas sessões extr...
Entre os dias 23 de dezembro de 2025 e 1º de fevereiro de 2026, a Câmara Municipal de Botucatu estará em recesso parlamentar, conforme previsto no artigo 110 do Regimento Interno da Casa. Durante esse período, as sessões ordinárias são suspensas,...
No último dia 23 de dezembro, a Câmara de Botucatu entrou em recesso, marcando o encerramento de mais um ano parlamentar. Em 2025, o Legislativo municipal se destacou pela aprovação de mais de 40 projetos de lei e pela intensa atividade dos veread...
A Câmara Municipal de Botucatu encerrou o ano legislativo de 2025 na última segunda-feira (22/12) com uma plenária dupla. Durante a noite, os vereadores analisaram e aprovaram projetos de impacto para o município, além de pedirem vista e adiamento...

Esse site armazena dados (como cookies), o que permite que determinadas funcionalidades (como análises e personalização) funcionem apropriadamente. Clique aqui e saiba mais!